Mostrar o que não somos e vender o que queremos ser…

Padrão

“Quando o que você usa, é mais importante do que você, a roupa passa a ser apenas um veículo de propaganda de quem você quer que as pessoas pensem que você é, ao invés de ser uma extensão da sua personalidade.”      Júlia Petit

Dia desses estava pensando nisso. Muito do que colocamos dentro do armário é um estilo que gostaríamos de ter e não o nosso verdadeiro. Todo mundo tem um estilo: básico, sofisticado, clássico, despojado e que é uma expressão muito fiel do que somos e de como encaramos a vida. Entretanto muitas vezes não o respeitamos e acabamos comprando exatamente o oposto: um salto altíssimo que você usará uma vez na vida ou um vestido justo que te impede de andar direito só por que vimos em uma revista ou uma artista da novela usando tanto da produção que pensamos: ah, por que não? Esta roupa é a minha cara! Só que não! Várias coisas devem ser levadas em consideração no momento da compra. A necessidade real de uma peça, se o que você esta comprando vai compor variedades de looks com o que você já tem em casa e se respeita o seu estilo e por ai vai.

Ai eu me pergunto por que raios não sigo estas regras sábias e simples? Por que insisto em comprar estilos que não são os meus. Ora, eu trabalho de uniforme e não preciso de roupa diferente nos dias da semana e no final eu quase não saio e se o faço normalmente visto shorts, camisas ou camisetas e sapatilha. Minha farda do fim de semana. Super simples.

Mas que prazer eu tenho de olhar o armário e vê-lo cheio de vestidos. Cada um mais fofo que o outro, mas que na hora de sair não servem pra nada. É uma mistura de sentimentos e frustração tão grandes que nem dá pra explicar direito…

O problema é que muitas vezes vendemos aos outros o que gostaríamos de ser, mas essa atitude se transforma em algo tão pesado que em pouco tempo não conseguimos suportar. Não é fácil carregar uma máscara durante muito tempo. Por exemplo: Eu acho lindo mulher de maquiagem bem feita e entrei numas de usar make todo dia. Acontece, porém, que eu tenho a pele oleosa, o hábito de passar a mão no rosto toda e trabalhar em um ambiente que não cabe esse tipo de enfeite. Tentei por alguns dias, mas não deu! Aquela mulher de base, rímel, blush e afins não era eu. Parei!! Agora só uso quando vou sair pra um lugar que me caiba de maquiagem.

Estou aprendendo com este exercício de gostar e aceitar meu estilo, que posso ser uma mulher sofisticada, elegante, linda e bem vestida usando meu uniforme de trabalho. Basta ser quem eu sou e respeitar isso. Não preciso tentar imitar nenhum editorial de beleza.

Mas eu treinei tanto lá em casa…

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