Reflexões sobre a vida corrida

Padrão

Eu tenho vindo pro trabalho a pé. É bem pertinho de casa e com isso meu filho tem podido dormir um pouquinho a mais. Nossa logística de manhã é muito corrida: Marido levanta da cama e faz nosso café. Eu levanto 10 minutos depois e acordo nosso filho. Daí cada um vai se arrumar pra podermos tomar café da manhã juntos. Saímos de casa 06:20, marido me deixa no trabalho e leva meu filho pra escola e quando volta fica comigo na escolinha até uma 10:00. Bem, nesse curto período de tempo já corremos tanto que já estou cansada.

Nesses dias que tenho vindo a pé, aproveito pra refletir um pouco, pra rezar sentindo o vento no rosto e isso tem me dado uma alegria sem tamanho! Sério! Mas ao mesmo tempo, um sentimento de inadequação enorme. Moro em um bairro de classe média, com prédios lindos e novos, carros gigantes rodando pra cima e pra baixo e eu me sinto deslocada. Nada disso é importante pra mim. Nada! É como se eu fosse um E.T que caiu em terras desconhecidas e sente saudade de casa.

Quando chego em casa à noitinha e fecho a porta do meu apartamento me sinto em um lar. De verdade!! Me sinto acolhida e adoro estar com minha família, mas não preciso de tanto espaço e quando começo a andar pelos ambientes penso que tudo poderia ser menor, e se fosse assim eu correria menos. Trabalharia um pouco menos e aproveitaria meu tempo um pouco mais com coisas importantes.

Quando penso na felicidade não a vejo em casas enormes, carros beberrões que todos sonham ter, em ter status ou morar em um bairro x ou y por que “ali moram pessoas com boa instrução” como já ouvi muitas vezes, com dinheiro guardado no banco ou viagens pro exterior, embora possa usufruir disso tudo. Minha felicidade está em ter tempo. Em ficar com meu filho ou assistir TV na cama com meu marido. E eu poderia fazer isso em qualquer lugar. Mas sabe quando você olha pra sua vida e sente que nada disso vai mudar? Que o rumo das coisas é esse (preciso pagar escola e é cara. Pra morar preciso pagar condomínio e é caro. Pra termos um lazer perto tenho que pagar o clube e é caro. Pra ter saúde eu preciso pagar o convenio medico. Pra me deslocar preciso de um carro e é caro e por ai vai) e não dá pra fugir? Não serei hipócrita a ponto de dizer que não gosto do conforto que tenho, mas queria que, pra ter conforto, não só eu, mas todos nós não precisássemos correr tanto.

O meu alento maior é poder ajudar a quem precisa. Ajudar a quem tem infinitamente menos que eu e não reclama de nada e não falo de dinheiro não, mas em todo tipo de caridade que consiste não em dar o que sobra, mas o que o outro precisa. Por isso tenho feito meus cursos na casa espírita, me privado de algumas coisas que me impediriam de ser instrumento. Sou muito grata a Deus pela vida que tenho, claro, e mais grata ainda por saber que Ele sabe que minha alegria não reside nas coisas materiais. Preciso delas pra viver na carne, mas tenho buscado precisar só do que está no espírito. Esse sim tem tido a importância merecida na minha vida!!

Até que eu consiga ser totalmente desapegada  dos bens materiais (ainda sou apegada a algumas coisas materiais) eu sigo sonhando com minha “casinha de boneca” onde viverei com as pessoas mais importantes da minha vida…

 

Anúncios

Compartilhe seu pensamento comigo.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s