O dia que apanhei a minha cruz

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Sabe o que é vício? De acordo com o dicionario Houaiss vício quer dizer:

1 defeito ou imperfeição grave de uma pessoa ou coisa – 2 qualquer deformação que altere alguma coisa física ou funcionalmente – 3 disposição natural para praticar o mal e cometer ações contra a moral; depravação – 4 tendência específica para (algo indecoroso ou nocivo) ou qualquer ato ou conduta por essa tendência motivada – 4.1 qualquer costume supérfluo, prejudicial ou censurável.

Olhando as definições acima podemos concluir que se trata de algo ruim. Mas ruim no sentido de péssimo (rsrsrs). Comecei semana passada a observar minha vida e percebi que cometo atos que na hora me fazem bem, mas depois me causam tremendo mal estar e isso de forma recorrente. É algo quase que automático e quando percebo já fiz. Essas ações se encaixam na definição de vicio. Beleza. Primeiro passo dado. Constatar o vicio.

Logo em seguida me perguntava o por que de ter agido dessa ou daquela maneira se no fundo eu já sabia que o mal estar chegaria rapidinho e constatei o poder de dependencia que vícios causam. Esse meu vicio é assim, quase uma droga mesmo, pois não consigo resistir mesmo sabendo que vou me F*&¨% daqui a pouco. Mesmo sabendo que meu coração vai sangrar, que vou chorar, que vou precisar de mais daquilo que quero afastar de mim e isso vira um circulo vicioso.

Houve um tempo que consegui me livrar disso tudo. Me curei. Vi a vida cheia de cor, de oportunidades, de alegria… Me dediquei a ajudar o próximo, colocar as necessidades deles antes das minhas e isso me fazia muito bem. Mas por um descuido abri novamente a porta para o “que me faz mal” e daí voltou tudo. Tudinho mesmo. E eu sofri de novo. Não entendo por que faço isso, por que tanta gente faz isso consigo mesma e repetitivamente. Se traz dor e sofrimento, logo não te faz bem e a tendência de gente normal é se afastar. Mas com pessoas quebradas como eu acontece o contrário. Será que gosto de sofrer? Será que é assim que se aprende as coisas da vida? Pastando?

Tinha o hábito feio de criticar quem vivia pensando em ter um amor pra chamar de seu. Gente que sonhava e dedicava boa parte da vida a esse sonho, mas hoje eu não faço isso mais, pois compreendo que quando a gente não é inteira fica catando caquinhos pra nos completar. E esses cacos podem ser de todo tipo: um amor, compras, sentimentos, bebidas… A lista é gigante. E agora que descobri isso preciso mudar. Não dá pra sofrer “ad enternum” cometendo as mesmas besteiras. Alguma coisa precisa ser feita. Beleza. Segundo passo dado. Encarar o vicio.

Daí que hoje pela manhã, enquanto fazia minha abençoada faxina, fiquei refletindo sobre isso, sobre a conversa que tive com um amigo semana passada, sobre as obrigações que a espiritualidade nos envia com o único propósito de nos fazer caminhar na retidão nos usando como instrumentos do bem em favor do próximo e percebi que não cabia mais em mim tal comportamento. Se eu já sei que tenho problema e sei que preciso muda-lo, até mesmo por amor a mim mesma, não faz sentido algum continuar alimentando-o. É hora de arrancar do peito e lançar fora. Doi? Claro que dói. Sangra? Demais da conta. Mas passa. Tudo passa nessa vida.

No dia 05/09 recebi pelos correios uma cartinha psicografada. Chorei feito criança ao recebê-la e abri com as mãos trêmulas. Minha primeira comunicação com o plano espiritual e lógico quase morri de alegria. Na cartinha eu era exortada em trabalhar ajudando o próximo e que eles (espiritualidade amiga) contavam comigo. Me pediam aplicação nos estudos, sugeriram um livro para ler e me disseram que era muito importante a preparação no que diz respeito aos pensamentos e ações e que: “estaremos juntos ao seu coração cooperando para que se prepare adequadamente e possa trabalhar dando o melhor de si.” Quem assinou a carta foi um Espírito de nome Bóris. Ora, se eles contam comigo que sou toda errada quem sou eu pra simplesmente virar as costas e me fingir de desentendida? Não posso. Devo parar de pensar em mim e nos meus desejos e ajudar. Sair de mim e me dar aos que precisam de ajuda. Já tenho tanto, a Vida já me deu tanto… Ficar sem poder viver uma coisa não me fará morrer. Pelo contrario: me ajudará a dar mais um passinho na senda da evolução.

Hoje eu peguei minha cruz novamente e coloquei nas costas. Não a tinha colocado no chão, mas estava com ela no colo, parada olhando o tempo passar. Hoje quebrei pontes e incendiei navios. Não tenho medo de querer voltar atrás, pois não há mais volta e não temo também a solidão, pois ninguém caminha sozinho quando tem toda uma plêiade de bons amigos torcendo por você. E daí seus desejos carnais e materialistas se tornam coisinhas até que no fim desaparecem… Que o Pai me ajude a ser firme nas decisões, que meu amanhã seja todo em favor dos que precisam e que meus desejos sejam somente os de Jesus. 

(relendo o texto vi que ficou meio truncado e sem ligação, mas escrevi do jeito que veio à mente e não queria editar. Queria algo mais bruto e verdadeiro sem as firulas das letras bem escritas.)

 

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