Cariocas não gostam de dias nublados…

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Eu nasci no Rio de Janeiro, mas não me considero carioca. Fui apenas parida lá (fiquei algum tempo que não sei ao certo), e meu coração é mineiro. Sou toda de Minas Gerais e belo-horizontina. Usei este titulo por que partilho desse não gostar de dias nublados. Não sei o que acontece comigo, mas a impressão que tenho é que tudo vai dar errado e que essa nuvem cinza no céu faz com que meu coração também fique cinzento. A angústia bate, meu olho perde o brilho, eu acho que vou morrer (e isso nem me dói) e daí, até que o sol volte a brilhar no céu, experimento um pouco de tristeza.

Uma “bondade” em mim é que, ao contrário de algumas pessoas, eu não partilho tristeza. Nunca!! Nem com os que moram na minha casa. Fico na minha, com o peito ardendo, tento sorrir do jeito que dá e pronto. Se não posso dar coisa boa não coloco também fardos em ombros alheios. Tem gente que critica e acha péssimo que eu seja assim, mas é uma coisa que não consigo mudar e, como vejo como certo, não mudará mesmo. Fato!

Entretanto, nesse momento triste, mergulhei em mim mesma e comecei a analisar um monte de coisa. É como se ficasse horas e dias me olhando no espelho reconhecendo cada marquinha, ruga, mancha, depressão, cicatrizes que eu já sabia que existiam, mas não queria encarar… Claro que esta busca é interna e estou me vendo de outra maneira. Percebendo os gatilhos das más ações, o que me incomoda em relação ao próximo, o que me causa dores morais. Esse remexer lá dentro e sozinha pode ser desastroso se você não tiver uma base na qual se apoiar. Pode ser uma religião, uma filosofia… Mas sem essa base a coisa degringola, pois você começa a achar tudo muito normal e daí se afundar ainda mais na dor e tristeza e não conseguir sair mais dela.

Tudo que descubro em mim, busco uma base na doutrina que sigo. E isso vem funcionando. Compreendo que a dor é algo inevitável nessa vida, mas depende de nós como passar por ela. Se vou aprender alguma coisa ou somente sofrer de forma vazia. Lógico que quem é esperto prefere a primeira opção, mas eu andei tempo de mais sofrendo sem sentido. Daí alguns comportamentos gatilho se tornaram quase que “normais” e pra me livrar deles está demorando um pouquinho mais. Entretanto eu sei que toda mudança requer tempo e que a evolução é inevitável. Então momento ou outro eu vou aprender e ser obrigada a mudar. Porém é melhor fazer as coisas com calma e de forma efetiva antes de dar mais um passo com o próximo item da lista que precisa ser modificado.

Estou escrevendo isso tudo como um pedido de boas vibrações, de mim pra mim mesma, pros novos tempos que virão. Tenho sentido que muita coisa na minha vida vai mudar ainda esse ano e isso tem me feito experimentar surtos de ansiedade e isso me paralisa.

O bom de tudo é que a vida é cíclica e tudo se renova sempre. E cada dia que surge temos a oportunidade de refazer a vida, deixando os erros do passado no passado e olhando de pé para o futuro com o coração agradecido pela oportunidade de poder recomeçar outra vez!

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Não tem título hoje…

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Quando eu pensei em criar este blog tinha na minha cabeça tudo bem definidinho: vou falar dos meus erros e acertos da tentativa de diminuir todos os excessos da minha vida partindo primeiramente do meu guarda roupa. Não obtive muito sucesso nessa empreitada ainda. É tão difícil largar velhos vícios mesmo sabendo de cor e salteado todos os malefícios que eles trazem. Eu juro que achei que seria fácil. Do tipo basta decidir e ter força de vontade e bla bla bla. Não é tão simples assim.

Eu continuei com os excessos e costumo imaginá-los como os braços de um polvo que por vontade própria implantei em mim. Como a natureza me dotou de apenas dois eu jamais conseguirei domar os demais. E nessa tentativa de fazer algo com eles eu faço somente me cansar e ter dor nas costas. Como me fazem mal! Eu preciso arrancá-los por que eles só fazem número. Nada me acrescentam a não ser o seu peso…

Lembra dele no filme? Apesar da mobilidade que os tentáculos ofereciam, foram os próprios os responsáveis pela sua ruína!

Eu sempre disse, mas nunca imaginei que isso serviria pra mim, que a gente se acostuma até com coisa ruim e vivemos anos a fio em situações problema, boicotando nossa felicidade e progresso pessoal, dando valor a pessoas que não merecem, em relações (de todo tipo) que já começam falidas e, por costume ou comodismos, deixamos pra lá e pouco ou nada fazemos pra mudar. A vida vai nos levando, mas somos completamente coniventes com isso. Cada situação que me faz mal representa um tentáculo. E eles são muito pesados!

Hoje eu decidi cortar um deles. Eu sei que vai doer muito por que já existe uma ligação forte entre nós uma vez que eu sozinha decidi implantá-lo. Ninguém me obrigou ou sequer ofereceu. Já compartilhamos o mesmo sangue. O mesmo coração e cérebro. Este último um maldito que vira e mexe me chicoteia esfregando a razão na minha cara. Eu não quero ver, desvio o olhar, mas ele me pega pelo queixo, me obriga a abrir os olhos e diz de forma seca e cruel: Chegou a hora de crescer, mulher! Larga mão dessa muleta!

Pois é! Hora de crescer e, daqui por diante,  é sobre isso que quero escrever…

Dando o primeiro passo…