A limpa parte 387665

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Desde que resolvi mudar hábitos de consumo e estilo de vida buscando a simplicidade e o minimalismo, venho fazendo pequenas “limpas” no meu armário de roupas já que foi a partir dele que percebi que não demoraria nada e eu seria engolida por tanta roupa-sapato-roupa-maquiagem. Sempre que me dá o ensejo eu vou lá e tiro uma coisa ou outra para doação. As vezes sou bem desapegada e tiro muita coisa de uma vez só, mas é incrível como o volume de roupa não abaixa. 

Algumas pessoas acham que ter um armário recheado quer dizer zero problema na hora de se vestir. Ledo engano. Acontece exatamente o contrário: você olha para aquele mundaréu de roupa e não sabe o que fazer, o que combinar com o que… Como minhas compras não eram planejadas eu acabava adquirindo muitas peças que não conversavam entre si tendo muita variedade e pouca qualidade uma vez que um modelo de blusa não ficava bem a calça x ou o vestido tinha estampa demais para o momento que precisava e por ai vai.

Pra poder acabar com essa peleja eu resolvi tirar um tempo pra tentar arrumar isso. Vou passar na costureira que tem varias peças reformadas minhas pra entregar e dai vou exercitar meu viés organizadora desapegada e fazer conjuntinhos e colocar junto no mesmo cabide – nem que seja só pra poder visualizar o que realmente vale a pena manter e depois separo novamente – e assim saber o que casa com o que otimizando meu tempo na hora de vestir e, em contrapartida, diminuindo a quantidade de roupa que tenho.

E farei isso sozinha!! Sei que existem pessoas que trabalham com isso de ajudar outras a encontrar seu estilo, arrumar o guarda roupa e tal, mas confesso que tenho uma reserva em relação a isso (além de ser muito caro pras minhas posses) e eu explico qual é. Cada um tem um gosto diferente e podemos descobrir isso sozinhos. Ninguem precisou me dizer que eu me sinto bem e, consequentemente bonita, usando calça jeans clara e camiseta. Ou que meu corte de cabelo desgrenhado e com as luzes vencidas não me cai bem se eu estou feliz assim. Eu sou baixinha, mas amo um vestido longo e por que não posso usá-lo? Não preciso de ninguem me dizendo que cor x não cai bem pro meu tom de pele se eu fico radiante por dentro usando a tal cor. O que quero dizer é que, se deixarmos nosso armario na mão de algum profissional que cuida da imagem das pessoas, certamente estaremos bem vestidas pras outras pessoas, mas não pra nós mesmas. Seremos uma imagem e não uma pessoa. E eu não quero ou preciso disso na minha vida.

Minha vontade é só comprar menos, comprar certo e só quando precisar de verdade. Então não preciso de ajuda a não ser a minha mesmo. =) 

Tomara que eu consiga executar em dois dias tudo que preciso fazer, separar só o que realmente uso e descartar todo o resto. Fazer com que essa ação, que sempre se origina no meu armário, migre também pra minha vida, pois há muito sentimento, pessoas, situações que precisam urgentemente serem descartadas e seus lugares costurados para sempre. Pras roupas existem as costureiras, mas pro coração… Ah esse a gente tem que costurar sozinha!! 

 

 

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ORGANIZAÇÃO

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Confesso que sou excelente faxineira, mas uma negação no que se refere à organização e todas as minhas tentativas de tentar implementar um pouco de ordem acabam não sendo muito eficientes. Na busca por aprender, pelo menos um pouco, como conseguir organizar minhas coisas eu acabo lendo muitos blogs que falam do assunto. Todavia, acho que as técnicas de organização que ensinam não serve para todo mundo. Como leio muito, logo percebo pequenas ciladas: se tenho que comprar alguma coisa pra poder organizar eu já fujo. Pra quem, como eu tem coisa demais, isso não dá certo. Seria colocar mais um objeto no meio do caos.

Eu trabalho de 06:30 as 19:00 de segunda a sexta feira. Tenho as noites de terças e quartas ocupadas com estudos na internet e na casa espirita que frequento. Chego em casa bem cansada e não tenho pique nenhum para fazer nada. Chego, cumprimento e converso um pouco com meu filho, brinco com minhas cachorras, tomo um café e me deito um pouco pra conversar com meu marido. Apesar de começarmos e terminarmos o dia juntos, precisamos de um tempo pra falar amenidades, brincar, enfim, ter um tempinho pra nós dois, mas que não seja relacionado ao trabalho (preciso me desligar do labor à noite, pois como cuido de crianças pequenas meu nível de stress é altíssimo).

Bem, depois disso tudo que relatei no paragrafo acima, eu não tenho vontade nem forças de lavar um garfo sequer. E sofro demais por conta disso. Se conseguisse arrumar um pouco do apartamento todo dia não acumularia tanta coisa pra limpar/organizar no dia da minha folga. Assim sendo, eu tenho duas saídas: Me conformar em ter que passar o sábado inteiro limpando/lavando/arrumando ou uso o restinho de minhas forças toda noite e faço um pouco cada dia. Escolhi a segunda opção e vou tentar colocá-la em prática ainda essa semana. Como só tenho 3 noites livres pra fazer isso terei, obrigatoriamente, que diminuir meu grau de exigência. Uma sensação que amo é aquela de sentir meu apartamento cheiroso e todos os ambientes limpos no mesmo dia. Banheiros lavados, produto cheiroso no piso, lustra moveis perfumado passado nos móveis e nas portas, roupa com amaciante secando no varal… Essa combinação me deixa muito feliz, mas vou ter que abrir mão dela se quero ter um tempinho pra me refestelar na espreguiçadeira do clube aos sábados. Por certo, meu cantinho não vai mais ficar como descrevi acima, entretanto vou ganhar em qualidade de vida.

Uma das coisas que me obrigou a mudar o rumo foi o cansaço. Ando esgotada. Esse ano não foi um ano muito fácil – na verdade foi muito muito difícil – e como tivemos poucos feriados caindo em dias da semana, meu esgotamento se adiantou. Desde agosto que me sinto insatisfeita e sobrecarregada. Precisava dar um jeito, ajustar minhas prioridades, me livrar dos excessos pra conseguir respirar um pouco. Por isso que martelo tanto na tecla de que, pra mim, vida feliz hoje é morar em um lugar com espaço suficiente para três pessoas. Nem mais nem menos…

Vou começar minha nova rotina hoje e se der certo conto aqui. Tem que dar certo! Pra esse momento, morando nesse apartamento gigante é a única solução pra que eu ainda possa continuar vivendo com saúde!

PROGRESSOS

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Quando criei este blog a primeira intenção era registrar minha mudança. Queria passar de consumista a pessoa centralizada e com foco. Dai, no meio do caminho muita coisa foi acontecendo e a vontade de escrever sobre foi tomando conta de mim. De certa forma o blog serviu – e ainda serve – como um local onde posso desabafar e falar das minhas impressões sobre diversos assuntos.

Mas de uns tempos pra cá tenho mudado muito. Não tenho dado conta de coisas em excesso ao ponto de me dar coceira, crises de rinite ao simples pensamento de relacionado a esse tema. E pra piorar (ou melhorar) minha situação tenho visto através de programas de TV o que o acúmulo faz com a vida das pessoas. Elas perdem a noção de si mesmas dominadas pelo desejo desenfreado de possuir e não conseguir se desfazer de nada.

Na ansia de entender esse momento desapegado, menos materialista e simples, andei pesquisando na internet sobre o assunto e percebi que há todo um movimento contrário ao rumo que o mundo está indo: muita gente, mas muita mesmo, anda buscando resgatar a simplicidade, possuir somente o necessário, não acumular nada desde objetos, sentimentos, pessoas, dinheiro… E fiquei muito feliz em saber que não era a única a se incomodar tanto com os excessos. E a certeza de que estou realmente mudando me veio ontem. Estava remexendo minha sapateira e vi que tenho sapatos pra vida toda. Ate eu morrer, lá bem velhinha se Deus quiser, não precisarei comprar nenhum sapato se me dispuser a andar de salto quando as sapatilhas darem o ultimo suspiro.

Pra confirmar que estava curada fui dar uma olhada no site da Arezzo que é minha marca de sapatos favorita. Nada nada nada me apeteceu. Nada! Achei tudo mais do mesmo, vi que “reeditaram” vários modelos (na verdade não devem ter sido vendidos antes e voltaram pra loja nessa coleção) e pensei: salto por salto tenho um monte. Não gosto de coloridos, os meus são mais bonitos por que são beginhos do jeito que gosto e fim. Na hora que fui ver as bolsas, o mesmo sentimento. Já tenho o suficiente. Viva!! Passei no teste.

Uma parte bem crítica nessa minha caminhada será o de deixar meu armário mais modesto. Acontece que não estou conseguindo doar o tanto que poderia. Na hora de tirar as coisas de lá eu sempre penso que um dia vou precisar delas. Eu sei que todo acumulador pensa assim e passa ano entra ano a gente acaba não usando nada. Nesse quesito vou precisar de mais ajuda e coragem. E já sei onde buscar! Vou conseguir. Vou dando pequenos passos, mas tirando o que não preciso ou quero ter até conseguir deixá-lo mais simples e usável com as peças que realmente vão me vestir de forma adequada pra minha idade e momento de vida.

Sobre as mudanças no apartamento já colhi frutos ontem. O tempo que gastava arrumando caiu em duas horas e isso é muito significativo pra mim, pois consegui até tirar um cochilo à tarde. Foi muito bom!!

Estou nesse de querer ter tempo de não fazer nada, de ficar a toa jogando no celular ou vendo TV agarradinha com meu marido, filho e minhas cachorras… E só diminuindo a quantidade de trabalho, não deixando nada pra fazer depois é que torna isso possível. Vou me organizar com a arrumação da casa durante a semana pra ficar o mínimo de coisas pra fazer no sábado. Conto isso no próximo post.

Bom restinho de domingo pra todos. Eu estou indo pra cozinha preparar o almoço dos meus amores!! E feliz demais comigo mesma! Beijos!

 Mudanças acontecem ou são planejadas. Ou planejar e deixar acontecer. A espera vem acompanhada de angústia. Aquela sensação de inseguraça, do perdido, do desconhecido. Como andar sem saber onde estar pisando. Olhos vendados, sentidos aguçados. Sinta. Mudança é um desafio que assume. Um desafio que se corre atrás. Um desafio que depende de você. Um dos maiores desafios dentro do desafio da mudança é decidir o que deixar pra trás. É preciso não ocupar todo o espaço com o já existente, deixar brechas para o novo, a serem preenchidas pelo acaso. Entretanto, como deixar para trás aquilo que é tão forte, tão resistente? Exercício de desapego. Não ocupar lugar novo com coisa velha. Se não, é faz de conta, mudança aparente. Fazer as malas com coragem e discernimento. Muito trabalho. Abandonar o antigo, preparar o novo. Vencer o medo. Vencer a insegurança. Vencer a razão. Vencer o coração. Vencer o sentimento. Vencer você. Ou perder para ser feliz. Mudanças acontecem!