Retorno

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Nossa!! Quanto tempo não passo por aqui.

Escrever é uma coisa estranha pra mim. Eu tenho que estar inspirada e isso me faltou nos últimos tempos. Tanta coisa – e nada – aconteceu nestes meses que fiquei fora do mundo dos blogs. Mudei tanto a maneira de ver a vida e me posicionar no mundo… Preciso descarregar tudo aqui.

Tô voltando!!

=)

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Detox das redes sociais – Diário parte 1

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Andava há tempos incomodada com a minha frequência de acessos às redes sociais e blogs. Acessava muitas vezes por dia, perdia tempo lendo bobagens, ficando nervosa com elas, mas não parava de acessar. Aquela coisa contraditória de não conseguir deixar algo que te faz mal. E faz mesmo.

Só que ontem eu consegui. Não deletei minhas contas por que preciso de pelo menos uma delas por conta do meu trabalho, mas excluí todos os apps do celular que é de onde mais acesso.

Eu não fazia ideia do quanto rede social pode ser viciante. Toda hora ontem pegava o celular e quando abria via aquele vazio na tela inicial e dai me lembrava da resolução. É tudo tão automático que você nem pensa. Mas consegui.

Hoje já é o segundo dia. Não está mais fácil. Porem ainda firme na decisão. Minha ideia é ir assim como no AA “um dia de cada vez” até chegar o momento em que simplesmente vou excluir a minha conta sem sentir falta de nada. Pois hoje em dia sim eu sinto falta de viver, de ser gente e não um perfil. De olhar nos olhos, de ler…

Primeiro passo dado.

=)

Sobre não respeitar o diferente – Parte I

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Eu queria escrever sobre a nossa dificuldade em aceitar o diferente. Em como só sabemos medir pela nossa régua.

Há tempos venho buscando uma vida mais simples e sem excessos. Por conta disso doei alguns móveis, roupas, sapatos, maquiagem e fiz algumas opções de vida tais como andar mais a pé (minha intenção é deixar de ter carro um dia), tentar produzir o mínimo possível de lixo, economizar água, deixar de comer animais que possuem glândula pineal, me espiritualizar mais, selecionar melhor minhas leituras, bem como programas de Tv entre outros.

Percebi que ao fazer 40 anos fiquei mais reflexiva e, pode soar esquisito por conta do adiantando da idade, e nada imediatista. Penso a longo prazo. Passei por uma mini crise, todavia ela, ao invés de me deixar depressiva, me mostrou que em cada idade existe uma beleza diferente. E se antes eu fazia atividade física e cuidava da alimentação pensando somente na estética, hoje penso em saúde. Em estar bem pra terminar de criar meu filho e quem sabe poder ver meus netos. Em estar com pique pra curtir meu marido, fazer trabalhos voluntários e por ai vai. Se antes me preocupava com as rugas que surgiram hoje olho pra elas com amor, pois sei o que cada uma delas significa.

Estas mudanças não brotaram de um dia pro outro. É todo um amadurecimento de ideias e pensamentos que começou por dentro e daí se exteriorizou, por que o movimento contrário não produz efeitos duradouros. Trata-se somente de uma mascara difícil de carregar por muito tempo e uma hora ela cai.

Por conta destas mudanças tenho enfrentado situações difíceis. Sinto que muitas vezes as pessoas me olham como se eu fosse um ET ou uma louca simplesmente por não entenderem que prefiro andar na contramão do que vejo por ai. Não me interessa mais morar em um apartamento gigante se um pequeno me acolhe da mesma forma. Nele podemos ficar mais perto uns dos outros, há menos espaço e coisas pra limpar me deixando assim com tempo livre pra fazer coisas que me dão imenso prazer. Também não precisamos de dois carros na garagem. Um só nos serve muito bem. Embora eu goste bastante de viajar, sempre vou escolher os lugares que ninguém quer ir. Não me interessa viajar para lugar X só por que todo mundo vai.

Não quero passar por esta vida somente pensando em acumular coisas e morrendo de trabalhar pra manter um padrão de vida bobo. Quero ter o coração tranquilo e estar em paz. Pra mim, pra minha verdade, ter uma mochila pesada não funciona. Basta o necessário. Por que quanto mais temos mais energia e tempo gastamos tentando manter. E eu definitivamente não quero gastar as coisas mais valiosas que possuo – tempo e energia – com a materialidade. Não mesmo.

Preciso agora só aprender a não me incomodar com a reprovação alheia. Por mais que diga que não ligo com o que pensam a meu respeito ainda tenho a dificuldade de querer me fazer entender no que se refere ao meu novo estilo de vida. Esta é uma batalha que travo no meu íntimo.

Ontem li um quote no facebook que dizia: “a vida do outro não te interessa. A única vida que você deve cuidar é da sua.” E não é bem assim? Se você encontra um estilo de vida diferente do seu apenas respeite. A única vida que você tem o dever de julgar é a sua. Saiba que cada um busca para si o que melhor lhe parece e se adéqua a seus gostos. Cada um trava batalhas imensas tentando encontrar uma maneira de viver melhor e não temos o direito de julgar, escarnecer ou diminuir.

Nestas eleições provamos o pior das pessoas. Elas mostraram o pior de si. E eu não acho mesmo que seja por conta do desagrado da não eleição do seu candidato, mas sim por que elas já são assim e acabaram se mostrando. Simplesmente não conseguem conviver com o desagrado e daí destilam os piores venenos e nesta minha busca pelo viver ideal abri mão de conviver com pessoas assim, pois me faz muito mal. Mas isso continuo em outro post.

Sigo adiante com minhas escolhas e suas consequências. Quero partir daqui quando chegar a minha hora, com o peito leve, mas cheio do Ser. O tempo do Ter já passou.

É isso!

Quem se conforma não se transforma.

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“Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Tenho a esperança de que um dia você se juntará a nós e o mundo será como um só.”

Quem se conforma não se transforma. E se não muda não muda o mundo. A maior empreitada que existe é aquela que também é a mais sofrida: a mudança interna. Esta danada machuca, arde, rasga, mas quando notamos as primeiras mudanças de pensamento olhamos pras cicatrizes com amor, pois são marcas de vitória. Vitória sobre nós mesmos.

Por isso eu digo que se nos conformarmos com tudo e não questionarmos, nada muda. Nem a gente e nem a nossa realidade. Imagine se grandes inventores da humanidade dissessem a si mesmos: “Ah o mundo é assim mesmo. Pra que mudar? Pra que refletir? Pra que questionar?” ainda estaríamos vivendo como na idade média ou até mais atrasados. Gente inconformada e que busca mudanças é como óleo na engrenagem da roda da vida: faz ela girar. E isso beneficia a nós todos.

Por isso não se acomode. Não viva um dia de cada vez aceitando e engolindo goela abaixo tudo o que te empurram como a verdade absoluta. Conteste. Pergunte. Reflita. Raciocine. E mude o que achar que deve. Não tenha medo do que achem de você. Como John Lennon disse na canção: “Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único.” Não. Você não é o único. Existem muitos iguais a nós por ai que querem e buscam curar as feridas do mundo fazendo um pouquinho, o que dão conta.

Ser inconformado não é ser alguém sem esperanças. È ser alguém que vê oportunidade de agir nas situações que muitos veem como imutáveis. É ser esperança. E querer a paz acima de tudo. É querer ver as pessoas felizes. É agir para isso. É ser altruísta, otimista, resiliente… Tanta coisa boa pode sair de alguém que não se conforma com a vida.

E assim eu sigo. Puxando o cordão dos inconformados. Caminhando ao lado daqueles que querem mudar a si mesmos e depois a realidade em que vive para em seguida curar os corações sofridos. Há muito trabalho a ser feito. Quem vem?

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Reflexões

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Domingo acabando, nova semana cheia de desafios chegando… Testes de paciência e resignação também. Hoje cedo marido e eu resolvemos sair pra fazer compra – coisa pouca – a pé. Deixamos o carro na garagem, filho assistindo tv e saímos de mãos dadas, conversando sobre a vida e foi o ponto alto do meu dia. Eu dizia pra ele que a vida anda tão sem sentido, que as coisas andam muito difíceis, que tudo está caro e que somos como gado que pastam, pastam e são abatidos. Me deu um desanimo de viver. =(

Um dia lá no curso na CE uma expositora fez uma pergunta assim: “Se a morte chegasse pra você e te pedisse pra apontar tres motivos justos pra você continuar vivendo, mas nenhum deles poderia ser relacionado a família, filhos e trabalho, o que você diria?” Eu fiquei sem palavras. Eu não tenho outros motivos. Eu não tenho uma obra de vida! Não reservo uma hora que seja do meu dia ou semana pra me doar a alguém. Pra fazer algo sem pensar em pagamento. Só vivo pra trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Dai eu fico me perguntando onde vamos parar. Por que cada dia que passa tudo fica pior, mais apertado, a gente tem que trabalhar mais e mais pra poder viver com dignidade e pouco faz pelo proximo… Eu já ando ha tempos simplificando a minha vida por opção, por não dar conta dos excessos, mas ainda assim sinto a pressão de ter que continuar trabalhando várias horas, buscando algo que nem sei o que é e que não faz sentido nenhum. Que coisa, viu?

O que me salva, e salva muita gente que pensa como eu, é a religião. É a confiança no porvir. O ver a vida como uma escola. É saber que a vida é assim mesmo cheia de altos e baixos e que não posso me dar o direito de reclamar de nada se tem muitas pessoas em situação de vida infinitamente inferior a minha, com dificuldades que sequer imagino existir e se forçam a continuar caminhando.

Esta inconformação, esse sentimento de inadequação, esse bichinho que me roe por dentro me acompanha desde que me entendo por gente. E tem dias que ele faz um estrago tão grande. Mas em outros ele me mostra que ser assim é estar vivo. E questionar a ordem vigente faz crescer. Por mais que muitas vezes me ache “gado” sinto também que posso levantar a cabeça e deixar de viver assim.

Enfim, ideias que brotam na minha cabeça e ficam fazendo samba no meu cerebro. =) É isso!

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A limpa parte 387665

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Desde que resolvi mudar hábitos de consumo e estilo de vida buscando a simplicidade e o minimalismo, venho fazendo pequenas “limpas” no meu armário de roupas já que foi a partir dele que percebi que não demoraria nada e eu seria engolida por tanta roupa-sapato-roupa-maquiagem. Sempre que me dá o ensejo eu vou lá e tiro uma coisa ou outra para doação. As vezes sou bem desapegada e tiro muita coisa de uma vez só, mas é incrível como o volume de roupa não abaixa. 

Algumas pessoas acham que ter um armário recheado quer dizer zero problema na hora de se vestir. Ledo engano. Acontece exatamente o contrário: você olha para aquele mundaréu de roupa e não sabe o que fazer, o que combinar com o que… Como minhas compras não eram planejadas eu acabava adquirindo muitas peças que não conversavam entre si tendo muita variedade e pouca qualidade uma vez que um modelo de blusa não ficava bem a calça x ou o vestido tinha estampa demais para o momento que precisava e por ai vai.

Pra poder acabar com essa peleja eu resolvi tirar um tempo pra tentar arrumar isso. Vou passar na costureira que tem varias peças reformadas minhas pra entregar e dai vou exercitar meu viés organizadora desapegada e fazer conjuntinhos e colocar junto no mesmo cabide – nem que seja só pra poder visualizar o que realmente vale a pena manter e depois separo novamente – e assim saber o que casa com o que otimizando meu tempo na hora de vestir e, em contrapartida, diminuindo a quantidade de roupa que tenho.

E farei isso sozinha!! Sei que existem pessoas que trabalham com isso de ajudar outras a encontrar seu estilo, arrumar o guarda roupa e tal, mas confesso que tenho uma reserva em relação a isso (além de ser muito caro pras minhas posses) e eu explico qual é. Cada um tem um gosto diferente e podemos descobrir isso sozinhos. Ninguem precisou me dizer que eu me sinto bem e, consequentemente bonita, usando calça jeans clara e camiseta. Ou que meu corte de cabelo desgrenhado e com as luzes vencidas não me cai bem se eu estou feliz assim. Eu sou baixinha, mas amo um vestido longo e por que não posso usá-lo? Não preciso de ninguem me dizendo que cor x não cai bem pro meu tom de pele se eu fico radiante por dentro usando a tal cor. O que quero dizer é que, se deixarmos nosso armario na mão de algum profissional que cuida da imagem das pessoas, certamente estaremos bem vestidas pras outras pessoas, mas não pra nós mesmas. Seremos uma imagem e não uma pessoa. E eu não quero ou preciso disso na minha vida.

Minha vontade é só comprar menos, comprar certo e só quando precisar de verdade. Então não preciso de ajuda a não ser a minha mesmo. =) 

Tomara que eu consiga executar em dois dias tudo que preciso fazer, separar só o que realmente uso e descartar todo o resto. Fazer com que essa ação, que sempre se origina no meu armário, migre também pra minha vida, pois há muito sentimento, pessoas, situações que precisam urgentemente serem descartadas e seus lugares costurados para sempre. Pras roupas existem as costureiras, mas pro coração… Ah esse a gente tem que costurar sozinha!!